February 23, 2012

 

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Descrição do doente queimado grave
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Este espaço foi criado a pensar em todos aqueles que já visitaram ou vão encontrar-se com um doente queimado grave, desconhecendo tudo aquilo que o rodeia. São muitas as tecnologias utilizadas numa unidade de queimados para avaliar e tratar o doente queimado. Para quem não está familiarizado com a imagem de um doente de cuidados intensivos, existem uma série de tubos e máquinas que são desconhecidos, pelo que nos pareceu importante explicá-los. Assim, pode encontrar um doente com:

  • Um tubo na boca, designado por tubo endotraqueal, que se situa internamente na traqueia levando o oxigénio até aos pulmões, uma vez que o doente não o consegue fazer sózinho, apenas com a ajuda de um ventilador. Este tubo não permite que o doente fale, pois encontra-se sobre as cordas vocais não permitindo a emissão de som.
  • Ventilador - é um aparelho que permite substituir ou auxiliar o doente na sua respiração. É comum ser utilizado em doentes que fizeram queimadura por inalação ou que possuem queimadura da face. Normalmente estes doentes necessitam estar sedados para que deixem o ventilador respirar por eles.
  • Sonda nasogástrica, é um tubo inserido numa narina que vai até ao estômago permitindo que o doente seja alimentado por aí. Esta sonda pode ser utilizada porque o doente tem um tubo endotraqueal e não pode comer normalmente pela boca ou, porque o doente se alimenta pouco e é necessário reforçar com suplementos vitamínicos.
  • Algália, tubo introduzido na uretra do homem ou da mulher que permite avaliar a quantidade de urina.
  • Catéteres - São tubinhos introduzidos em veias que permitem introduzir medicamentos e soro em circulação. Podem estar localizados nas virilhas ou junto ao pescoço.
  • Linha arterial - um tipo de catéter que fica introduzido numa artéria e que permite avaliar a tensão arterial ou colher sangue para análises.
  • Monitor - uma espécie de computador que permite observar os sinais vitais: o traçado e batimentos do coração que são dados pelos elétrodos colocados no peito do doente; os valores tensionais, medidos por uma braçadeira ou por uma linha arterial; a temperatura, por um fio de termómetro; a respiração, através da leitura dos eléctrodos, e o oxigénio no sangue, por um "dedo" plástico com uma luz vermelha. Este monitor possuí alarmes sonoros que permitem avisar as alterações.

  • Outros aparelhos - máquinas que permitem introduzir na corrente sanguínea do doente soro e outros medicamentos, através de seringas, determinando o volume introduzido por hora, o que permite por exemplo, que os doentes não sintam dores.

Estas sou apenas informações gerais que podem ajudar na compreensão do doente queimado, o que não invalida as questões que deve colocar aos técnicos de saúde das unidades. A informação é um direito. Neste espaço tem disponível um folheto com informação e algumas das questões que se colocam durante o internamento. Leia-o com atenção e coloque-nos dúvidas se necessário.

download (panfleto_completo.pdf - 2,1 mb)

Panfleto elaborado pela Enfª Ana Santos