O tratamento das queimaduras consiste na realização de pensos diários ou em dias alternados, em que são substituídos os pensos, as ligaduras e o produto a aplicar nas mesmas. Estes tratamentos podem ser realizados sob efeito de analgésicos, ajustados ao nível de dor do doente, ou sob efeito de anestesia geral ou através de uma combinação sedação e analgésico.
Tratamentos cirúrgicos:
Escarotomias
São cortes a nível da pele, feitos por um cirurgião plástico com um bisturi, com o objectivo de permitir que a pele queimada possa expandir, deixando passar sangue em circulação. São feitas normalmente na fase hipovolémica, em que existe um grande edema.
Fasciotomias
São cortes a nível da pele que vão até ao músculo, feitos por um cirurgião plástico com um bisturi, com o objectivo de permitir que a pele queimada possa expandir, deixando passar sangue em circulação. São feitas normalmente na fase hipovolémica, em que existe um grande edema.
Desbridamento
Este procedimento deve ser realizado precocemente de modo a acelerar o processo de cicatrização, minizando as sequelas funcionais e estéticas. Consiste na limpeza dos tecidos desvitalizados.
Desbridamento cirúrgico:
Vantagens:
• Técnica mais rápida e eficaz para remover tecido necrótico, resíduos tóxicos e bactérias.
• A circulação local pode ser imediatamente melhorada.
• Diminuição do risco de infecção.
• A hemorragia provocada, liberta várias citoquinas, importantes no processo inicial de reparação das feridas.
Desbridamento autolítico
Ocorre naturalmente em todas as feridas onde existe um processo altamente selectivo que envolve células (ex: macrófagos) que liquidificam e separam espontaneamente o tecido necrótico do tecido saudável.
Desbridamento mecânico
É um método não discriminatório que remove fisicamente os detritos da queimadura. Pode ser feito através da raspagem com uma compressa húmida, pinça, tesoura...
Enxerto
Procedimento realizado sempre que não existe uma epitelização espontânea da área afectada. Podem ser realizados em “placa”, isto é, com a pele inteira tal como foi retirada da zona dadora e aplicado directamente sobre a área queimada, com agrafos (geralmente utilizado nas mãos, face e região cervical, áreas mais visíveis). Pode ser feito também em quando existe pouca pele disponível para recolha.
Autoenxerto
Consiste na remoção de pele do próprio indivvíduo para colocar sobre a sua área queimada.
Homoenxerto
Aplicação de pele de cadáver humano sobre a área queimada, que terá um “papel” de penso fisiológico, deixando que a pele cicatrize por baixo.
Heteroenxerto
Aplicação de pele de porco. (não é utilizado).