February 23, 2012

 

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PARA PREVENIR!

 

 
 
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Como resultado das queimaduras, as funções normais da pele ficam reduzidas provocando outras alterações fisiológicas. Estas incluem: a perda da barreira protectora contra a infecção; perda de líquidos orgânicos; perda de calor; glândulas sudoríparas e sebáceas destruídas e redução do número de receptores sensoriais. A gravidade destas alterações dependem da extensão corporal afectada pela queimadura e da sua profundidade. No caso das queimaduras graves, estas alterações surgem em duas fases distintas: fase hipovolémica e fase diurética.

 

Fase hipovolémica
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  • Esta fase tem início nas primeiras 24 horas após a queimadura podendo prolongar-se até às 72 horas.
  • Deslocação do líquido intravascular (dentro das veias) para espaço intersticial (fora das veias) – a maior parte da perda de líquido acontece na profundidade da ferida inundando todos os tecidos mais próximos.
  • Vasodilatação (dilatação das veias) – diminuí a tensão arterial e aumenta a frequência cardíaca como forma de compensação.
  • Hemoconcentração que resulta da perda de líquido.
  • Flictenas e edemas generalizados devido ao excesso de líquido intersticial que sai da queimadura. Este acumular de líquido pode muitas vezes comprometer a circulção sanguínea dos membros.
  • Oligúria – o doente praticamente não urina uma vez que perdeu muitos líquidos que não estão em circulação.
  • Hipoproteinémia por perda através das queimaduras.
  • Quadro clínico de choque hipovolémico 
Fase diurética
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  • Esta fase principia cerca das 48 às 72 horas que se seguem à queimadura, quando regressa a integridade dos vasos sanguíneos e o líquido que estava fora deste espaço regressa à circulação;
  • Hemodiluição;
  • Aumento da diurese;
  • Pode ocorrer  edema pulmonar e sobrecarga cardíaca.

 

 
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Todas estas alterações descritas carecem da avaliação e valorização constante dos profissionais de saúde, exigindo intervenções rápidas que podem ser decisivas para a vida do doente.